No 21º episódio do podcast Ao léu, apresentado por Léo Andrade, o convidado da vez é Altair Ribeiro, um profissional com mais de 25 anos de bagagem no mercado de tecnologia. A conversa mergulha fundo em temas fundamentais para o cenário atual de TI, abordando desde a evolução histórica do desenvolvimento de software até o impacto direto das novas tecnologias no dia a dia dos programadores e profissionais de qualidade.
A jornada: do Lotus 123 à Governança de TI
Altair compartilha sua trajetória peculiar, revelando que entrou na área de tecnologia um pouco mais tarde, por volta dos 24 anos. Sua história passa por experiências inusitadas, como manobrar trens em ferrovias, até a compra de seu primeiro PC XT. Ele detalha como a curiosidade o levou a aprender programação de forma autodidata, explorando Clipper, dBase e automatizando processos gigantescos de engenharia usando macros no Lotus 123. Esse perfil desbravador o levou a atuar em fábricas de software, liderança técnica, métricas de pontos de função e, eventualmente, à governança de TI e segurança cibernética.
Qualidade de Software: Atraso ou Necessidade?
Um dos pontos mais quentes do bate-papo é a definição e a aplicação da qualidade de software. Afinal, testar atrasa a entrega? Altair desmistifica essa ideia logo de início, separando conceitos técnicos como falha, erro e defeito. Ele argumenta que o software bem feito é, fundamentalmente, aquele que atende à necessidade do negócio. A percepção de que a qualidade atrasa o processo de desenvolvimento geralmente vem da aplicação de burocracias desnecessárias ou de testes que não agregam valor real. A esteira de desenvolvimento exige que a qualidade seja integrada de forma contínua e estratégica, e não tratada como um gargalo no final do fluxo.
A Inteligência Artificial vai substituir os Devs?
A dupla também debate ativamente o papel da Inteligência Artificial generativa no desenvolvimento atual. Altair traz uma visão realista e prática: a IA é uma ferramenta poderosa de aceleração. Ele relata experiências reais de refatoração de código legado usando IAs para acelerar entregas que antes levariam meses. No entanto, faz um alerta pontual sobre a dependência tecnológica. Profissionais que delegam todo o pensamento lógico à máquina correm o risco de se tornarem superficiais, incapazes de validar se o código gerado é seguro, performático e adequado à arquitetura exigida. O conhecimento de base continua sendo um diferencial inegociável na carreira.
Para conferir todas as histórias, experiências e as dicas compartilhadas por Altair Ribeiro, assista ao episódio completo no vídeo acima e entenda como se preparar para as próximas exigências do mercado de tecnologia.